Por que ocupar as bibliotecas?

14:53 Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato 0 Comments

Estamos passando por um  processo histórico de revolução tecnológica, ou como dizem os livros de geografia, ''uma revolução tecnocientífica informacional''. Em outras palavras, é a terceira revolução industrial que chega com novas tecnologias e rapidez na circulação de informação, alterando todo o mecanismo da sociedade, isto é,  as nossas relações econômicas, institucionais e sociais. Como este processo pode interferir em nosso comportamento quanto sociedade, indivíduo, instituição, ou até mesmo em nossas bibliotecas?
A biblioteca  nasce a partir da materialização do discurso oral na Antiguidade da sociedade ocidental e apesar da grande diferença estrutural e histórica, é interessante estabelecer uma comparação com os tempos atuais. Hoje, vemos a adaptação dos livros físicos para  E-books, tornando uma nova maneira de readaptar a leitura, contudo; e a biblioteca pública? como ela está se readaptando a estes novos processos?
Existe um estereótipo forte das bibliotecas: é aquele lugar obscuro, antiquado e com a senhorinha antipática bibliotecária que usa um mega coque e óculos de grau. Como todo estereótipo, é uma mera projeção generalizada no imaginário público.Vemos o mundo mudar e com o protagonismo da internet, estamos contestando o tempo todo o imaginário comum. Mas as instâncias de poder, podem e devem atualizarem seu discurso e prática diante destas transformações.
As iniciativas propostas pela Secretaria Municipal de Cultura de SP e os Sistema Municipal de bibliotecas, que envolvem a programação das próprias bibliotecas se alteraram, integrando-se de fato a produção cultural dos equipamentos públicos da cidade. Outra iniciativa para trazer mais usuários é a própria disponibilização do Wifi nas redondezas das bibliotecas. A tecnologia não é nossa arquiinimiga, muito pelo contrário! É um instrumento para estimularmos a presença da sociedade nos espaços públicos.  Mas só as iniciativas para atrair usuários basta? Nope! 
É necessário inserir o protagonismo do próprio usuário nas decisões das bibliotecas para que as transformações ocorram.
Quem tem que estimular isso? A prefeitura? O governo do estado? 
Os dois. As bibliotecas devem comprometer-se em trazer os usuários para suas instâncias. E a programação e atuação nas redes sociais, devem ser os principais instrumentos para trazer os usuários.  Através da organização de eventos, integração de coletivos culturais e a própria participação do usuário no processo de construção da programação .
 É necessária a participação da sociedade civil  para transformar internamente esses equipamentos, sabendo das limitações burocráticas impostas pela própria instituição.
Uma ação que pode ajudar bastante nesse processo, além de frequentar, é cobrar das próprias bibliotecas uma ''prestação de contas'' com o conselho participativo de seu bairro. Entender como se dá a dinâmica de estruturação da programação, repasse de verbas e afins. Acompanhamento das instâncias municipais é fundamental! 
Converse com os funcionários e mobilize-se para participar da construção da nova cara da biblioteca!


Como funciona SMB (Sistema Municipal de Bibliotecas) ?

''(...) 51 bibliotecas públicas nos bairros,
6 bibliotecas centrais (Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato, Biblioteca Mário de Andrade e quatro bibliotecas do Centro Cultural São Paulo),
46 bibliotecas dos CEUs,
1 biblioteca do Arquivo Histórico Municipal, 
1 biblioteca do Centro Cultural da Juventude,
1 biblioteca do Centro Cultural da Penha,
1 biblioteca do Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. 



Bibliotecas de Bairro
São Paulo tem à disposição cinquenta e uma bibliotecas espalhadas pelos bairros da cidade que oferecem livros de literatura e informação, revistas, gibis, mangás, multimídia e outros. Doze delas fazem parte do projeto de Bibliotecas Temáticas, que tem acervo e atividades específicas nas áreas de poesia, cinema, música, cultura popular, ciências, meio ambiente, contos de fada, literatura fantástica, literatura policial, arquitetura e urbanismo, cultura afrobrasileira e direitos humanos. Além dos serviços de consulta, empréstimo e orientação à pesquisa e leitura, promovem atividades culturais.''



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